sábado, 17 de março de 2012
terça-feira, 13 de março de 2012
Neblina - Hermann Hesse
Estranho é caminhar na densa névoa:
Solitária esta cada planta ou pedra,
Nenhum arbusto enxerga o seu vizinho,
Cada um está só.
Cheio de amigos era, para mim, o mundo
Quando luminosa ‘inda era minha vida;
Agora que a névoa caiu,
Ninguém mais é visível.
Não é deveras um sábio
Quem não conhece a escuridão
Que, suavemente, nos separa
De tudo inexorável.
Estranho é caminhar na densa névoa:
Viver é estar solitário
Entre gente que se ignora.
Todos estamos sós!
Solitária esta cada planta ou pedra,
Nenhum arbusto enxerga o seu vizinho,
Cada um está só.
Cheio de amigos era, para mim, o mundo
Quando luminosa ‘inda era minha vida;
Agora que a névoa caiu,
Ninguém mais é visível.
Não é deveras um sábio
Quem não conhece a escuridão
Que, suavemente, nos separa
De tudo inexorável.
Estranho é caminhar na densa névoa:
Viver é estar solitário
Entre gente que se ignora.
Todos estamos sós!
segunda-feira, 12 de março de 2012
Manoel de Barros
"A poesia está guardada nas palavras - é tudo que eu sei. Meu fado é o de não saber quase tudo. Sobre o nada eu tenho profundidades. Não tenho conexões com a realidade. Poderoso para mim não é aquele que descobre ouro. Para mim poderoso é aquele que descobre as insignificâncias (do mundo e as nossas). Por essa pequena sentença me elogiaram de imbecil. Fiquei emocionado e chorei. Sou fraco para elogios."
sábado, 10 de março de 2012
quinta-feira, 8 de março de 2012
Mulher ! (Santaroza)
Mulher!
Como trovoada de fim de verão
E depois como chuva fina, mansa,
Como lua nova escondida em véus,
Ou como chocolate e noites frias,
Como brisa que passa e perfuma,
Ou como flor que nasce e fica,
Como o raio de sol explodindo de manhã,
Ou como a noite que se despe e se deita,
Como o arco que se verga para a flecha,
E envenena de amor toda a caça,
Como a cotovia que faz ninho no outeiro,
Ou como a gaivota que rasga o ar,
Com a precisão da razão de um bisturi,
Ou como a dolência das ondas de mar,
Seja lá como for, do jeito que for,
É e sempre será...
Como trovoada de fim de verão
E depois como chuva fina, mansa,
Como lua nova escondida em véus,
Ou como chocolate e noites frias,
Como brisa que passa e perfuma,
Ou como flor que nasce e fica,
Como o raio de sol explodindo de manhã,
Ou como a noite que se despe e se deita,
Como o arco que se verga para a flecha,
E envenena de amor toda a caça,
Como a cotovia que faz ninho no outeiro,
Ou como a gaivota que rasga o ar,
Com a precisão da razão de um bisturi,
Ou como a dolência das ondas de mar,
Seja lá como for, do jeito que for,
É e sempre será...
quarta-feira, 7 de março de 2012
Luiz Gasparetto
É preciso recomeçar no caminho
que vai para dentro
vencendo o medo imaginado
assegurar-se no inesperado
confiando no invisível
desprezando o perecível
na busca de si mesmo.
Ser o capitão da nau
no mais terrível vendaval,
na conquista de um novo mundo
mergulhar bem fundo
para encontrar nosso ser real.
que vai para dentro
vencendo o medo imaginado
assegurar-se no inesperado
confiando no invisível
desprezando o perecível
na busca de si mesmo.
Ser o capitão da nau
no mais terrível vendaval,
na conquista de um novo mundo
mergulhar bem fundo
para encontrar nosso ser real.
segunda-feira, 5 de março de 2012
Canto do Mar (Gaby Soncini)
O silêncio era invasor,
apenas escutava-se as ondas,
a melodia constante beijando a areia.
Caminhava, sonhava, sentia...
como sentia!
Intesamente nem cabia no peito.
Pequenas conchas fazia caminho,
pegou algumas entre as mãos,
pequenas demais para se escutar todo o mar,
que para surpresa grandiosa
ao colocar o ouvido nas pequeninas
o mar escutava, ouvia, cantava.
Guardou-as, levou-as para quando estivesse longe,
para quando seu coração se sentir tão pequeno
à ponto de não mais enxergar mar.
Quando o momento acontecer,
ela pegaria as pequenas conchas,
colocaria no ouvido,
e embora tão miudinhas
escutaria nelas todo o mar
e seus longos mistérios.
Estaria no mar,
faria de si conchinha miúda de mar,
pequena ao ver,
grande ao escutar.
apenas escutava-se as ondas,
a melodia constante beijando a areia.
Caminhava, sonhava, sentia...
como sentia!
Intesamente nem cabia no peito.
Pequenas conchas fazia caminho,
pegou algumas entre as mãos,
pequenas demais para se escutar todo o mar,
que para surpresa grandiosa
ao colocar o ouvido nas pequeninas
o mar escutava, ouvia, cantava.
Guardou-as, levou-as para quando estivesse longe,
para quando seu coração se sentir tão pequeno
à ponto de não mais enxergar mar.
Quando o momento acontecer,
ela pegaria as pequenas conchas,
colocaria no ouvido,
e embora tão miudinhas
escutaria nelas todo o mar
e seus longos mistérios.
Estaria no mar,
faria de si conchinha miúda de mar,
pequena ao ver,
grande ao escutar.
sexta-feira, 2 de março de 2012
Maiakóvski
"Todos os amores deveriam ser possíveis.
Pessoas não deveriam chegar nem antes nem depois.
Tudo deveria ser exatidão.
Pontualidade vital para que o amor aconteça.
A Terra deveria girar com esse único propósito:O encontro das almas.
O resto seria resto.
E tudo seria pra sempre
Brilhar pra sempre.
Brilhar como um farol.
Brilhar com brilho eterno.
Gente é pra brilhar.
Esse é o meu slogan.
E do sol."
Pessoas não deveriam chegar nem antes nem depois.
Tudo deveria ser exatidão.
Pontualidade vital para que o amor aconteça.
A Terra deveria girar com esse único propósito:O encontro das almas.
O resto seria resto.
E tudo seria pra sempre
Brilhar pra sempre.
Brilhar como um farol.
Brilhar com brilho eterno.
Gente é pra brilhar.
Esse é o meu slogan.
E do sol."
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
Quietude (Lou Witt)
Dias calmos
um barco no mar
um vento que sopra leve
quase nada se move
não é preciso pegar o leme
apenas deixar
que a mansidão comande.
Sentimentos brandos
quietude
um mar sem ondas
um céu sem nuvens
um murmúrio de esperança
e um doce
balanço de ninar.
A alma se aquieta
No infinito azul
O horizonte é perto
A pressa não existe
O barco navega devagar
As mãos soltas ao vento
O coração aberto à vida.
um barco no mar
um vento que sopra leve
quase nada se move
não é preciso pegar o leme
apenas deixar
que a mansidão comande.
Sentimentos brandos
quietude
um mar sem ondas
um céu sem nuvens
um murmúrio de esperança
e um doce
balanço de ninar.
A alma se aquieta
No infinito azul
O horizonte é perto
A pressa não existe
O barco navega devagar
As mãos soltas ao vento
O coração aberto à vida.
domingo, 26 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
Gaby Soncini
Esperando no Sonhar.
Fico a escutar estes sons
De um silêncio perfumado
Que se desdobra em mil tons,
De escuro e claro bordado.
Assim fica meu coração
Deslumbrando-se pelo que há
Enchendo o peito de canção
Daquilo que mora tão lá.
E do sentir ao pensar
Vai-se dissipando as nuvens.
Entre frágil amar.
Daquilo que dentro tens
Vai se transformando em sonhar
Até o dia de ser, até o dia que vens.
Fico a escutar estes sons
De um silêncio perfumado
Que se desdobra em mil tons,
De escuro e claro bordado.
Assim fica meu coração
Deslumbrando-se pelo que há
Enchendo o peito de canção
Daquilo que mora tão lá.
E do sentir ao pensar
Vai-se dissipando as nuvens.
Entre frágil amar.
Daquilo que dentro tens
Vai se transformando em sonhar
Até o dia de ser, até o dia que vens.
sábado, 18 de fevereiro de 2012
No além de mim. (Dolandmay)
Dou-te a concessão
A entrar nos meus sentidos,
A vincular o destino
Que te prendes à minha razão.
Deixo-te entrar nos meus dias
E nas minhas noites de solidão,
A tentar descobrir
As fúnebres e tensas cobiças
Que me altera o existir.
Libero-te a revelar a idolatria
Que me abrasa a alma,
Que se estende no louco sentir
Do meu imenso coração.
E quando estiveres no alívio
Da minha voz embriagada,
Cubra-me com o manto branco
Do querer que te dominas,
Que ambiciona e te envolves
Sob a minha louca paixão!
A entrar nos meus sentidos,
A vincular o destino
Que te prendes à minha razão.
Deixo-te entrar nos meus dias
E nas minhas noites de solidão,
A tentar descobrir
As fúnebres e tensas cobiças
Que me altera o existir.
Libero-te a revelar a idolatria
Que me abrasa a alma,
Que se estende no louco sentir
Do meu imenso coração.
E quando estiveres no alívio
Da minha voz embriagada,
Cubra-me com o manto branco
Do querer que te dominas,
Que ambiciona e te envolves
Sob a minha louca paixão!
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
domingo, 12 de fevereiro de 2012
Silêncio (Sol Holme)
Suave leveza do silêncio...
Encontro perfeito.
Sem som, sem tom, sem nada...
Apenas as batidas do coração.
Tão bom ficar assim...
No ar pensamentos a divagar.
Encanto suave para reencontrar tudo que não feito.
Sempre haverá um lugar assim
para ficar basta procurar.
Nesses momentos ouço meu coração pedindo:
Deixe-me voar...
E com esse doce pedido abro o peito e o deixo sair...
Encontro perfeito.
Sem som, sem tom, sem nada...
Apenas as batidas do coração.
Tão bom ficar assim...
No ar pensamentos a divagar.
Encanto suave para reencontrar tudo que não feito.
Sempre haverá um lugar assim
para ficar basta procurar.
Nesses momentos ouço meu coração pedindo:
Deixe-me voar...
E com esse doce pedido abro o peito e o deixo sair...
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
Caio Fernando Abreu
"a luta pela sobrevivência’, ‘o peso do cotidiano’,
‘a carga das responsabilidades’. Mas não me satisfazem.
Nenhuma luta haverá jamais de me embrutecer,
nenhum cotidiano será tão pesado a ponto de me esmagar,
nenhuma carga me fará baixar a cabeça.
Quero ser diferente. Eu sou. E se não for, me farei."
‘a carga das responsabilidades’. Mas não me satisfazem.
Nenhuma luta haverá jamais de me embrutecer,
nenhum cotidiano será tão pesado a ponto de me esmagar,
nenhuma carga me fará baixar a cabeça.
Quero ser diferente. Eu sou. E se não for, me farei."
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
Homenagem a Wando, um poeta em forma de cantor.
Fogo e Paixão.
Você é luz
É raio estrela e luar
Manhã de sol
Meu iaiá, meu ioiô
Você é "sim"
E nunca meu "não"
Quando tão louca
Me beija na boca
Me ama no chão...(2x)
Me suja de carmim
Me põe na boca o mel
Louca de amor
Me chama de céu
Oh! Oh! Oh! Oh! Oh!
E quando sai de mim
Leva meu coração
Eu sou fogo
Você é paixão...
Me põe na boca o mel
Louca de amor
Me chama de céu
Oh! Oh! Oh! Oh! Oh!
E quando sai de mim
Leva meu coração
Eu sou fogo
Você é paixão...
Você é luz
É raio estrela e luar
Manhã de sol
Meu iaiá, meu ioiô
Você é "sim"
E nunca meu "não"
Quando tão louca
Me beija na boca
Me ama no chão...
Me suja de carmim
Me põe na boca o mel
Louca de amor
Me chama de céu
É raio estrela e luar
Manhã de sol
Meu iaiá, meu ioiô
Você é "sim"
E nunca meu "não"
Quando tão louca
Me beija na boca
Me ama no chão...
Me suja de carmim
Me põe na boca o mel
Louca de amor
Me chama de céu
Oh! Oh! Oh! Oh! Oh!
E quando sai de mim
Leva meu coração
Você é fogo
Eu sou paixão...
Você é luz
É raio estrela e luar
Manhã de sol
Meu iaiá, meu ioiô
Você é "sim"
E nunca meu "não"
Quando tão louca
Me beija na boca
Me ama no chão...
Quando tão louca
Me beija na boca
Me ama no chão...(2x)
E quando sai de mim
Leva meu coração
Você é fogo
Eu sou paixão...
Você é luz
É raio estrela e luar
Manhã de sol
Meu iaiá, meu ioiô
Você é "sim"
E nunca meu "não"
Quando tão louca
Me beija na boca
Me ama no chão...
Quando tão louca
Me beija na boca
Me ama no chão...(2x)
Mar/Amar-Lufague
Encanta-me com teu silêncio
Tua brisa suave expressa em calma
Em murmúrios se doando em fascínio
Em tua alma abundante de maresia
Encanta-me com teu mar de poesia
Em cada onda quebrada na branca areia
Doce espumas de sal em completa calmaria
Ondas em pura magia
num balé linear em cadeia.
Encanta-me com teu mar
de sentimentos em liberdade
Quando em atitude de saudade
veste-te de Cinza/solidão,
E assim sereno espera,
a volta da luminosidade,
A te alegrar em cores
e brilhos nessa imensa vastidão.
Encanta-me com tua linha no horizonte.
Manso mar, no infinito, uma solitária gaivota
Talvez a sonhar tua miragem,
a contemplar tua fronte
Um grande enigma, encanto do universo,
no mistério que brota...
Tua brisa suave expressa em calma
Em murmúrios se doando em fascínio
Em tua alma abundante de maresia
Encanta-me com teu mar de poesia
Em cada onda quebrada na branca areia
Doce espumas de sal em completa calmaria
Ondas em pura magia
num balé linear em cadeia.
Encanta-me com teu mar
de sentimentos em liberdade
Quando em atitude de saudade
veste-te de Cinza/solidão,
E assim sereno espera,
a volta da luminosidade,
A te alegrar em cores
e brilhos nessa imensa vastidão.
Encanta-me com tua linha no horizonte.
Manso mar, no infinito, uma solitária gaivota
Talvez a sonhar tua miragem,
a contemplar tua fronte
Um grande enigma, encanto do universo,
no mistério que brota...
domingo, 5 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
Contando Estrelas (Jorge Luiz Vargas)
Quando sinto saudades
Sigo com meus olhos o céu
E conto as estrelas
Que me contam de você
Todas elas me lembram nossa história
Retornam detalhes do que vivi
E de tudo o que me fez sonhar
Levados no encanto de te amar
As estrelas me mostram
Que tenho muito que viver
Sonhar... E lá no céu
Dividir meu amor com você
Sigo com meus olhos o céu
E conto as estrelas
Que me contam de você
Todas elas me lembram nossa história
Retornam detalhes do que vivi
E de tudo o que me fez sonhar
Levados no encanto de te amar
As estrelas me mostram
Que tenho muito que viver
Sonhar... E lá no céu
Dividir meu amor com você
sábado, 28 de janeiro de 2012
Mário Quintana

Não quero brigar
com o mundo,
mas se um dia
isso acontecer,
quero ter forças
suficiente para
mostrar a ele que
o amor existe...
Que ele é superior
ao ódio e ao rancor,
e que não existe vitória
sem humildade e paz.
com o mundo,
mas se um dia
isso acontecer,
quero ter forças
suficiente para
mostrar a ele que
o amor existe...
Que ele é superior
ao ódio e ao rancor,
e que não existe vitória
sem humildade e paz.
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Percorrendo caminhos (Paulo Coelho)
Se o que você está percorrendo é o caminho dos seus verdadeiros sonhos, comprometa-se com ele. Não deixe a porta de saída aberta, através da desculpa: "Ainda não é bem isto que eu queria".
Esta frase guarda dentro dela a semente da derrota.
Assuma o seu caminho.mesmo que precise dar passos incertos, mesmo que saiba que pode fazer melhor o que está fazendo.
Se você aceitar suas possibilidades no presente, vai melhorar no futuro, mas se negar suas limitações, jamais se verá livre delas.
Enfrente seu caminho com coragem, não tenha medo da crítica dos outros.
E, sobretudo, não se deixe paralisar por sua própria crítica.
Deus estará sempre com você nas noites insones, e enxugará com seu amor as lágrimas ocultas.
Deus é o Deus dos valentes.
Esta frase guarda dentro dela a semente da derrota.
Assuma o seu caminho.mesmo que precise dar passos incertos, mesmo que saiba que pode fazer melhor o que está fazendo.
Se você aceitar suas possibilidades no presente, vai melhorar no futuro, mas se negar suas limitações, jamais se verá livre delas.
Enfrente seu caminho com coragem, não tenha medo da crítica dos outros.
E, sobretudo, não se deixe paralisar por sua própria crítica.
Deus estará sempre com você nas noites insones, e enxugará com seu amor as lágrimas ocultas.
Deus é o Deus dos valentes.
domingo, 22 de janeiro de 2012
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Nelson Mandela
Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele ou por sua origem, ou sua religião.
Para odiar, as pessoas precisam aprender.
E se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar, pois o amor chega mais naturalmente ao coração humano do que o seu oposto.
A bondade humana é uma chama que pode ser oculta, jamais extinta.
Para odiar, as pessoas precisam aprender.
E se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar, pois o amor chega mais naturalmente ao coração humano do que o seu oposto.
A bondade humana é uma chama que pode ser oculta, jamais extinta.
domingo, 15 de janeiro de 2012
Delirando (Deise de Macedo)
Nos meus grandes devaneios viajo em sonhos delirantes.
Viajando em nuvens cor de rosa carregando flores de suavidade infinita.
As vestes leves e delicadas me deixam ser uma outra que vivo quando quero.
Transponho todas as minha dificuldades e me transformo fortalecida para retomada de cada queda, assim eu sou ela, Margô de Chapéu.
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
Nossos Caminhos (Guida Linhares)
Às vezes tão estranhos são os caminhos
do coração, à medida que passam os anos.
Tem vezes que nos sentimos sozinhos,
parece que a luz se apaga e a treva
chega, pela mão dos desenganos.
Mas eis que a fé no coração,
faz com que os olhos busquem a luz.
E mesmo na solidão percebemos,
a necessidade de equilibrar a emoção,
extraindo do Amor, bálsamo suave que nos conduz
a paz e a quietude interior que bem queremos!
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
Cecília Meireles
Como estão as montanhas
por detrás do horizonte,
e o litoral do sonho
além da nossa fronte;
como, no oceano denso,
anêmona perfeita
sua estrela desdobra
e o cego abismo aceita;
como, atrás das imagens,
a idéia se desenha,
e o oráculo cintila
na impenetrável brenha;
assim fica encerrrada,
assim, desconhecida,
nossa extrema verdade
na noite irreal da vida.
por detrás do horizonte,
e o litoral do sonho
além da nossa fronte;
como, no oceano denso,
anêmona perfeita
sua estrela desdobra
e o cego abismo aceita;
como, atrás das imagens,
a idéia se desenha,
e o oráculo cintila
na impenetrável brenha;
assim fica encerrrada,
assim, desconhecida,
nossa extrema verdade
na noite irreal da vida.
domingo, 8 de janeiro de 2012
Delicadeza (Fernanda Ganoa)
Delicadeza é aquilo que nos alcança sem nos tocar. É a melodia que nos embala mesmo em silêncio. É quando a boca empresta um sorriso aos olhos sem que nenhuma cobrança seja feita e os sentidos se misturam sem que ninguém dispute o melhor espaço. Delicadeza é ter pensamentos e atitudes em harmonia. É atingir o outro sem que ninguém saia machucado. É quando você é seduzido por algo que vem de dentro e dividir ajuda a somar!
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
Fernando Sabino

Façamos da interrupção um caminho novo...
Da queda, um passo de dança... Do medo, uma escada...
Do sonho, uma ponte... Da procura, um encontro...
Da queda, um passo de dança... Do medo, uma escada...
Do sonho, uma ponte... Da procura, um encontro...
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
domingo, 1 de janeiro de 2012
Gaby Soncini
Deixei que aquela canção
em mim fizesse coração.
Canção de flor,
flauta de vento,
perdida no tempo,
nas cordas das harpas das nuvens,
no piano do céu.
adormecida em mim ao anoitecer
acordada em mim ao amanhecer,
pôr-do-sol no meu entardecer.
Deixei a canção em mim
com promessas de cor.
Deixei tocando e cantando
nesse ser de águas e asas,
com fragmentos de intensidade,
com vestígios de eternidade,
com certeza de amor.
em mim fizesse coração.
Canção de flor,
flauta de vento,
perdida no tempo,
nas cordas das harpas das nuvens,
no piano do céu.
adormecida em mim ao anoitecer
acordada em mim ao amanhecer,
pôr-do-sol no meu entardecer.
Deixei a canção em mim
com promessas de cor.
Deixei tocando e cantando
nesse ser de águas e asas,
com fragmentos de intensidade,
com vestígios de eternidade,
com certeza de amor.
sábado, 31 de dezembro de 2011
sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
domingo, 25 de dezembro de 2011
Saudade (Marisa Medeiros)
Saudade, me faz criança,
Com vontade de chorar;
Me sinto Borboleta,
Colorida pra te encantar,
Nas voltas, que volta a vida,
Leve brisa a sussurrar;
Saudade, adolescente,
Na janela a te esperar,
Sinto as lágrimas de outrora,
Me enganando a chorar;
Que saudade me dá !
São voltas, que não
Volta o tempo, todo tempo,
Um dia parou, pra
Correndo te buscar;
Saudade adulta, envelhecida,
Jovialidade não passou;
O coração ainda chora,
Parece aquela criança, que o
Tempo não levou;
Não sinto saudades dela,
Morro de saudade de amor;
Ainda, agora sei, o amor
Não acabou e nunca te esquecerei.
Com vontade de chorar;
Me sinto Borboleta,
Colorida pra te encantar,
Nas voltas, que volta a vida,
Leve brisa a sussurrar;
Saudade, adolescente,
Na janela a te esperar,
Sinto as lágrimas de outrora,
Me enganando a chorar;
Que saudade me dá !
São voltas, que não
Volta o tempo, todo tempo,
Um dia parou, pra
Correndo te buscar;
Saudade adulta, envelhecida,
Jovialidade não passou;
O coração ainda chora,
Parece aquela criança, que o
Tempo não levou;
Não sinto saudades dela,
Morro de saudade de amor;
Ainda, agora sei, o amor
Não acabou e nunca te esquecerei.
sábado, 24 de dezembro de 2011
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
Mahatma Gandhi
Ajuda-me a dizer a palavra da verdade na cara dos fortes, e a não mentir para obter o aplauso dos débeis.
Se me dás dinheiro, não tomes a minha felicidade, e se me dás forças, não tires o meu raciocínio.
Se me dás exito, não me tires a humildade, se me dás humildade, não tires a minha dignidade.
Ajuda-me a conhecer a outra face da realidade, e não me deixes acusar os meus adversários, apodando-os de traidores, porque não partilham o meu critério.
Ensina-me a amar os outros como me amo a mim mesmo, e a julgar-me como o faço com os outros.
Não me deixes embriagar com o exito, quando o consigo, nem a desesperar, se fracasso.
Sobretudo, faz-me sempre recordar que o fracasso é a prova que antecede o exito.
Ensina-me que a tolerância é o mais alto grau da força e que o desejo da vingança é a primeira manifestação da debilidade.
Se me despojas do dinheiro, deixa-me a esperança, e se me despojas do exito, deixa-me a força de vontade para poder vencer o fracasso.
Se me despojas do dom da saude, deixa-me a graça da fé.
Se causo dano a alguém, dá-me a força da desculpa, e se alguem me causa dano, dá-me a força do perdão e da clemencia.
Meu Deus...se me esquecer de Ti,
Tu não Te esqueças de mim!
Amém.
Se me dás dinheiro, não tomes a minha felicidade, e se me dás forças, não tires o meu raciocínio.
Se me dás exito, não me tires a humildade, se me dás humildade, não tires a minha dignidade.
Ajuda-me a conhecer a outra face da realidade, e não me deixes acusar os meus adversários, apodando-os de traidores, porque não partilham o meu critério.
Ensina-me a amar os outros como me amo a mim mesmo, e a julgar-me como o faço com os outros.
Não me deixes embriagar com o exito, quando o consigo, nem a desesperar, se fracasso.
Sobretudo, faz-me sempre recordar que o fracasso é a prova que antecede o exito.
Ensina-me que a tolerância é o mais alto grau da força e que o desejo da vingança é a primeira manifestação da debilidade.
Se me despojas do dinheiro, deixa-me a esperança, e se me despojas do exito, deixa-me a força de vontade para poder vencer o fracasso.
Se me despojas do dom da saude, deixa-me a graça da fé.
Se causo dano a alguém, dá-me a força da desculpa, e se alguem me causa dano, dá-me a força do perdão e da clemencia.
Meu Deus...se me esquecer de Ti,
Tu não Te esqueças de mim!
Amém.
domingo, 18 de dezembro de 2011
Vinício de Moraes
"Resta, acima de tudo, essa capacidade de ternura.
Essa intimidade perfeita com o silêncio.
(...)Resta esse constante esforço para caminhar dentro
do labirinto, esse eterno levantar-se depois de cada queda,
essa busca de equilíbrio no fio da navalha,
essa terrível coragem diante do grande medo,
e esse medo infantil de ter pequenas coragens."
Essa intimidade perfeita com o silêncio.
(...)Resta esse constante esforço para caminhar dentro
do labirinto, esse eterno levantar-se depois de cada queda,
essa busca de equilíbrio no fio da navalha,
essa terrível coragem diante do grande medo,
e esse medo infantil de ter pequenas coragens."
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
Mário Quintana
Cuide de seus pensamentos,
porque se tornam palavras,
escolha suas palavras,
porque se tornam ações,
entenda suas ações,
porque se tornam hábitos,
estude seus hábitos,
porque se tornam seu caráter,
desenvolva seu caráter,
porque ele se torna o seu destino.
O segredo é não correr atrás das borboletas...
porque se tornam palavras,
escolha suas palavras,
porque se tornam ações,
entenda suas ações,
porque se tornam hábitos,
estude seus hábitos,
porque se tornam seu caráter,
desenvolva seu caráter,
porque ele se torna o seu destino.
O segredo é não correr atrás das borboletas...
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
sábado, 3 de dezembro de 2011
Auréria Vasconcelos
"No silêncio dos meus pensamentos encontro fragmentos do que restou de mim, que pouco a pouco são remontados, talvez não na mesma ordem de antes.
Todos os pedaços são incansavelmente revistos e colocados
estrategicamente da melhor maneira para dar forma a maturidade e
autoconhecimento que me cabe hoje."
estrategicamente da melhor maneira para dar forma a maturidade e
autoconhecimento que me cabe hoje."
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
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